SEM SORTE
Ele não conseguia
parar de rir da sua própria desgraça. Desgraçado diziam, nem ele
mais sabia quem era, não bastou ser ele, não pareceu ser o
suficiente para um dia poder estar de fato, simplesmente algumas
pessoas são boicotadas conforme forem as suas escolhas. Ria das
coincidências que tornavam efeitos borboleta que suas
despretensiosas ações poderiam causar, e que ao mesmo tempo não
causavam nada. Mas ele não escolheu estar entre um bando de loucos,
sim porque os humanos são loucos, sádicos e inescrupulosos vivemos
em sociedade por que é o jeito, precisamos uns dos outros para
sobreviver, assim ele concluiu analisando a sua história de vida
desagradável. Sempre os disseram que temos que agradecer o que temos
baseado em que sempre haverá muitas pessoas em situação pior. Ele
jura que não conseguia se sentir bem por que tinha gente pior. Isso
o apavorava, e o fazia se sentir fora do mundo real das pessoas
normais. Ele era o maior monstro das galáxias. Alguns poucos ouvidos
lhe falaram para não se confundir.
O que podia ter
feito para que fosse diferente, apenas ele não respondia isso.
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